História

O projeto teve início nos primeiros meses de 2003 com as discussões e estudos levados a cabo pela ASA e pela IATA (Organização Internacional das Transportadoras Aéreas) e a 28 de Abril de 2007 realizou-se um primeiro voo de teste por uma aeronave e tripulação da ASECNA (Agência para a Segurança da Navegação Aérea em África), tendo sido verificados e testados o sistema visual de aproximação PAPI (Precision Approach Path Indicator) e os procedimentos de não-precisão baseados no Rádio-Farol Não-Direccional. A 17 de Setembro do mesmo ano, a ASA requereu à Agência da Aviação Civil (AAC), a certificação do Aeroporto, na perspectiva do início de operações internacionais no AIBV. Em decorrência disso, a AAC e a ASA estabeleceram um plano de actividades, que iniciou com inspecções físicas no dia 10 de Outubro e terminou no dia 14, com a apresentação do relatório de inspecção. O 13 de Outubro de 2007 ficou na história da Ilha da Boavista, como o dia em que uma aeronave de Classe 4D, o Boeing 757-200 “Emigranti” da TACV, pilotado pelo Comandante Augusto Lima e pelo Co-piloto Jorge Lobo poisou pela primeira vez na pista do AIBV, no âmbito de um voo de teste organizado pela AAC, ASA e TACV.

A 31 de Outubro de 2007, no seguimento de uma reunião do Conselho de Ministro na Ilha das Dunas e da aterragem do B757-200 proveniente da Praia, com entidades nacionais e estrangeiras a bordo, o Primeiro-Ministro José Maria Neves inaugurou o Aeroporto Internacional da Boavista, às 11H00, ladeado pelo Ministro de Estado Manuel Inocêncio Sousa, pelo Reverendíssimo Bispo do Mindelo, D. Arlindo Furtado, Pelo Presidente da Câmara da Boavista, José Pinto Almeida, pelo Presidente do Conselho de Administração da ASA, Mário Paixão Lopes, pelo Director-Geral do Banco Espírito Santo, Pedro Cudell e pelo Director do Aeroporto da Boavista José Lima Barber. Às 16H00, meia centena de crianças sobrevoaram a sua ilha natal a bordo do Boeing da TACV e a festa continuou noite adentro com um rico e variado programa cultural. Marcaram presença no acto os arquitectos da IATA Hans Fischer e Richard Brosch, consultores da ASA e principais mentores do projecto do AIBV.

 

Ilha de Boavista

Muitos chamam-na de Ilha das Dunas ou da Morna, mas poderia ser também chamada de ilha dos “mil e um ilhéus”, visto que se encontra rodeada por pequenas ilhotas que encantam com admiráveis paisagens naturais. A ilha possui cerca de 55 km de areais alvos e águas azul-turquesa e é, de todo o arquipélago, a que se encontra “mais perto” do continente africano. A procura desta ilha motiva-se pelos momentos de grande lazer em águas quentes e apaixonantes e, claro, pelo clima sempre quente todo o ano. Dunas e oásis, tamareiras e palmeiras, praias extensas e águas irresistíveis retratam os encantos desta ilha, que com os quentes ventos alísios propiciam desportos junto ao mar e dentro dele. O “Deserto de Viana”, a localidade piscatória de “Spinguera” e a Planície do Campo da Serra, para além da Praia de Santa Mónica e de Ervatão, constituem pontos de visita obrigatória. A morna, essa, ouve-se por toda a ilha, no final das tardes, ritmadas por esta melodia, em poemas variados.

A Ilha da Boavista, considerada uma das jóias do arquipélago, portadora de um enorme potencial de desenvolvimento turístico, está conhecendo uma dinâmica económica invejável graças ao investimento na indústria hoteleira e no negócio das viagens turísticas. É uma ilha do grupo do Barlavento de Cabo Verde. De todas as 10 ilhas do arquipélago, é a situada mais a leste, distando apenas 455 km da costa africana Tem cerca de 31 km de norte a sul e 29 km de leste para oeste. A maior povoação da ilha é a vila de Sal Rei, com cerca de 2500 habitantes. Boa Vista tem as mais extensas praias de Cabo Verde e tem sido recentemente alvo dos investidores turísticos, que construíram vários hotéis e infra-estruturas turísticas.